sábado, 27 de novembro de 2010

Paradoxo do Nosso Tempo

Por George Carlin

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. 
Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao seu lado, sempre!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O amor nunca falha

Semearam a maldade em terra fértil e já se pode ver alguns frutos. A ira e a revolta já estão à vista e a vingança amadurecendo. Como pode nesse plantio florescer a paz?
Não há paz quando a vingança predomina. Não pode haver! Ela é linhagem do ódio e este não sabe florescer concórdia, harmonia. Pra quem quer a alma leve o caminho é outro...
É preciso colher do amor, sofrer as demoras de Deus. Não falo de resignação, falo de fé! É agir no amor. Tão sabiamente, o apóstolo Paulo soube descrever facetas deste sublime agir: tudo tolera, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. O Amor nunca falha. E não pode falhar, porque o amor vem de Deus e tudo do pai é perfeito. Chamo de agir porque amar é uma ação e não apenas um sentimento. O amor impulsiona, fortalece, uni. É uma opção de vida que requer dedicação e coragem. Viver no amor é sofrer as demoras de Deus. No entanto, a espera paciente daquele que habita sob a sombra do Altíssimo tem como recompensa a justificação. Quem anda pelos caminhos da justiça será contemplado pela misericórdia do alto, pela graça do amor. Amor capaz de secar as lágrimas, aliviar as dores e consolar o coração aflito, ação de Deus em nossas vidas. É a experiência da paz de espírito em meio a tribulação. É a experiência de viver a alegria na certeza de que os olhos de Deus estão sobre si. Quem pode se perder se seu caminho é iluminado pelos olhos de Deus? Jesus venceu as dores do mundo e nos trouxe a esperança pelo amor. Foi amor que saiu de suas feridas, de sua dor e de seu sangue derramado. Me pergunto, e se Deus resolvesse se vingar daqueles que maltrataram seu filho, o que seria de nós? Que esperança habitaria em nossas vidas?
A vingança não traz paz, não eleva o espírito, não santifica, não alivia o coração. Alimenta o ódio! Só e somente! Mas a justiça trazida do céu, é bálsamo para a alma, alegria para o coração, é paz para a vida, mente e coração. Quem deposita em Deus a sua confiança e nele espera a justificação, compreende a voz do salmista e toma para si suas palavras: Já sei que o Senhor reservou a vitória para seu ungido, e o ouviu do alto de seu santuário pelo poder de seu braço vencedor.
Que assim seja!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Espetacularmente linda

Ele me mostrou a lua! Duas surpresas: ele "vê" a lua e ela estava espetacularmente linda.
Cheia, imperiosa e passiva, ela parecia imune às nossas inquietações. Maravilhosamente linda...
De uma beleza fascinante e sedutora, afastou por uns segundos as imagens de um dia tão sombrio.
Naquela noite, aqui embaixo tudo estava tão feio, tão escuro e sem paz. Os frutos do ódio lampejavam nas mentes e corações. As palavras sem vida maculavam os lábios que deveriam ser puros. Nada de sons, nada de cor, nada de luz. Só restos de uma solidão cruel alimentados pelo egoísmo nocivo e vergonhoso. Mas, a vergonha é para quem tem vergonha... A lua, por exemplo, não demonstrava nenhum sinal de intimidação, estava totalmente desavergonhada. Se mostrava! E não se intimidava com a ausência de verdade e lucidez.
Não fosse esse seu despojar, eu continuaria achando que nada salvaria aquele dia. Porém, eu fui surpreendida... Ele me mostrou a lua e ela estava espetacularmente linda.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Por você nem raiva

Raiva de você? Nenhuma!
Eu tenho raiva das coisas que eu não disse, das feridas que não lhe causei.
Me irrita a dúvida se alguma coisa te faz lembrar de mim. Queria ter certeza que você lembra e sente dor.
Que lamenta, que ressente...
É horrível te encontrar sem saber o que marcou (marcou no sentido de doer!), sem saber o que te incomoda, onde eu te oprimo ou te deixo constrangido. Eu sabia isso tão bem...
E na hora que te conhecer me seria útil, que eu poderia ser cruel e fatal, imprimir uma ferida na sua memória, não consegui nenhuma gota de veneno. Não consegui atingir os seus sentidos mais superficiais.
E é disso que eu tenho raiva!
Não quero suas lembranças de amor, elas não fazem mais sentido pra mim. Quero é saber se as minhas lágrimas mancharam a sua janela! Se nos dias de sol vai se sentir culpado porque deixou os meus dias cinzas...
Poucos dias! Isso! Poucos dias porque você não conseguiria tudo de mim. Nunca conseguiu... Teve o que lhe dei por opção minha. Nesses poucos dias cinza, você me tirou algumas cores, talvez... Todas não! Eu não permitiria (nem permito...). Não tenho vocação pra monocromia. Tenho todas as cores! Posso colorir o seu mundo, mas sem descolorir o meu.
Ainda assim, cá estou eu, tentando intoxicar você com substâncias peçonhentas. Mas pode acreditar, eu não tenho raiva de você... Ah! E nem amor. Não mesmo! Isso ficou lá trás... Passou assim que os dias cinzas passaram. Passou assim que minhas cores voltaram.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Em toda primavera tem flores!

É primavera! Mas não há flores na minha janela nem borboletas no meu jardim.
Talvez, porque as flores ainda não desabrocharam...
Mesmo assim, mesmo sem ver as flores colorindo o caminho, nem beija-flores e borboletas se confraternizando; ainda que sem rosas, violetas, girassóis ou jasmins colorindo os tapetes da minha emoção; sem a ternura do sol ruborizando minha pele e pensamentos, aquecendo meu interior com luz no meu sorriso - eu sei que não tenho visto tudo isso... - ainda assim, eu posso sentir...
Na minha caixinha de coisas importantes tem anotações valiosas que ecoam nos meus ouvidos.
Uma delas diz, em letras garrafais: NA PRIMAVERA HÁ FLORES!
E que maravilha! Estamos na primavera!
O que mais eu posso esperar senão flores?
Elas não apareceram na minha janela ainda, mas as "coisas" estão acontecendo. E mesmo que não estejam tão nítidas sob os meus olhos, não importa, eu posso senti-las... Elas parecem borbulhar no meu coração. Tenho a convicção que a qualquer momento essas "coisas" vão acontecer.
Pode parecer tolice, eu sei. Mas também, sei um pouco mais que isso, sei que em toda primavera há flores e isso me basta porque estamos na primavera!
Pode acreditar em mim! Você acabou de chegar... Talvez seja sua primeira vez nesta estação... Por isso está com esta desconfiança! Acredita!
Às vezes, elas precisam de um pouco mais de tempo, as flores. Elas vão chegar! As coisas importantes da minha caixinha são importantes pra muita gente e nunca me decepcionaram. Não se importe com o que dizem. Eles são maus e não têm sonhos! Sinto muito por eles. Nunca vão ter uma caixinha tão cheia como a minha...
Já você, nossa! Olhe pra você! Você está na primavera! Vai ter tempo de ter uma caixa bem grande, quem sabe maior que a minha. Precisa apenas ter um pouco mais de paciência e acreditar, como eu.
E, eu posso garantir, toda primavera tem flores.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eu acredito em milagres

Quanto tempo dura uma esperança? Espero que dure mais que uma centelha de fogo ou um suspiro. Dure mais que uma noite e um pôr de sol. Que dure mais que a dor e o sofrimento, mais que a injustiça e a solidão. A esperança tem que durar quantos dias forem necessários para que o milagre aconteça. Ela precisa trazer força, alimentar a coragem, manter acesa a chama da fé. As montanhas são grandes... E se a fé não for suficiente para movê-las, precisa ajudar a ultrapassá-las. Há quem acredite em fadas. Eu sou do tipo “piradinha”, eu acredito em milagres (Acredito! Acredito!). Milagres acontecem todos os dias, apenas não somos treinados para vê-los e assim, somos tentados a desacreditar. Desacreditar nos milagres, nas pessoas, na vida. Não acreditamos que os dias e as pessoas (principalmente estas!) podem ser melhores do que imaginamos e esperamos que elas sejam. Não acreditamos na honestidade, na cumplicidade, na gentileza. Até que deixamos de acreditar em nós mesmos e ficamos sem esperança... Mas eu acredito em milagres! Quero acreditar sempre... E que minha chama da fé não se apague.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Se existisse "nós"...

Eu tive um sonho... E você estava lá! E eu sabia exatamente quem éramos nós, o que queríamos e pensávamos. Eu via, tão claro como o sol, o seu sorriso e os seus olhos endereçados para mim. Senti seu cheiro, sua temperatura, e eu cabia tão perfeitamente nos seus braços que pareciam sob medida para me conter.
Eu estava lá! Como nunca estivera em lugar nenhum. Daquele lugar eu não queria mais voltar e eu tinha certeza disso, as batidas do meu coração diziam “para sempre, para sempre, para sempre” e eu acreditava nele. Você me via da maneira que eu desejava ser vista.
Então eu despertei, ainda sentido seu cheiro e calor, mas despertei! E lembrei que lá eu sabia exatamente quem éramos nós, mas aqui, aqui nesse lugar sem nuvens onde não existe “nós”, eu sei quase nada de você. E esse quase só me projeta para o que eu queria que você fosse, se existisse nós. Mas não existe nós! Nem mesmo o tu e nem o eu porque, tão logo, seremos aquele e aquela que se misturam com outros eles e elas que se foram. Lá eu sabia exatamente quem éramos nós, aqui fica apenas a ideia de quem você podia ser porque eu não sei quem você é mas que adoraria descobrir.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dá um abraço?

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"

Pequenos objetos podem mover grandes coisas. Imagina se coisa grandes - como os homens - resolvessem mover coisas pequenas - como ódio, inveja e egoísmo...


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Amor, só, é pouco...

Aquele dito "quem procura, acha" é correto. Contudo, ninguém nunca falou o que acha. É incrível como eu acho milhões de coisas porém, nenhuma, é o que eu desejava. Mas "tudo vale a pena quando a alma não é pequena" e valeu! Achei um texto belíssimo que vale a pena compartilhar, pode até ser meio batido, mas não diminui a relevância da "moral da história".
Às amigas queridas (algumas em potencial), ofereço a vocês.


Texto de “ARTUR  DA TÁVOLA
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se  separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar…

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí??


Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência.

Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações.

Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.

Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, “solamente”, não basta.

Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Onde Deus possa me ouvir - Vander Lee

Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.
Adeus...

video

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Se eu me esquecer de Ti, que Vós não me esqueçais

Queira Deus que eu nunca me esqueça Dele mesmo.

Porque se eu me esqueço de Ti, ó senhor, já não existirei. Quem será eu sem Vós? Se eu só existo porque habitas em mim.
Se eu me esqueço de Ti, ó santíssimo, não saberei mais quem sou ou quem fui e, seguramente, nada poderei ser. Quem pode ser futuro se não construir um segundo de vida convosco?
Se eu me esqueço de Ti, ó bendito, não me encontrarei. Estarei como estrangeiro sem visão, caminhando sem saber por onde, ouvindo sem saber o quê.
Se eu me esqueço de Ti, ó consolador, não mais me levantarei quando cair e sofrerei dores que não saram.
Se eu me esquecer de Ti, ó pai, vagarei sem sentido e sem confiança em mim, na vida e nos outros, mas ainda não estarei sem saída, Tu cuidas de mim pela tua infinita bondade e misericórdia.
Mas se tu esqueceres de mim, se tu não mais me lembrares, se desistires de mim, ó amado de minh'alma, que farei eu? Que restará para mim?
Que eu não presencie este dia... Longe disso, que eu aprenda, dia após dia, mais e mais, a me aproximar de Vós, a me abandonar em vossos braços, a ouvir-Te e seguir-Te de modo que Vós nunca me esqueças.

domingo, 11 de julho de 2010

Hora de começar!

Está tudo emboloado, tudo complicado. Quando penso que está tudo melhorando parece que piora. E piora. Ainda bem que, ainda, não cansei, que não esgotei meu desejo de mudança. Mudança! É isso! Quero entrar nesse processo, nessa atividade que não finda, mas que precisa começar. Preciso fazer ajustes! Ajuste nos ponteiros do tempo e de medidas também. Aqueles planos que toda mulher faz no último dia do ano e que pretende colocar em prática na primeira segunda-feira do novo ano.

Então! Preciso executar a minha lista. Dá início a uma faxina geral. O "meu" ano precisa começar porque deliberei que este seria meu! Mas me sinto responsável por tantas coisas que não são minhas responsabilidades que não consigo dar conta daquelas que são as minhas, realmente. E o que fazer? Como atuar em dois (ou três!) palcos simultaneamente? Como ser todas sendo só uma? Estou ficando sem tempo pra ser minha. Pra servir a mim mesma e atender as minhas necessidades.

Será que vou ter que praticar o egoísmo? Parece-me que é um pouco disso que estou precisando mas isso me choca. Não tenho habilidade pra exigir dos outros a compreensão solene para que eu seja o centro do mundo. Contudo, de alguma maneira, mas pouco feliz e nada confortável, estou precisando ser esquecida ou pouco lembrada. Isso não me agrada, preciso de alternativas...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Congresso, linguagem e interação

Seguramente, esse congresso foi uma das melhores experiências da minha vida. Foi, verdadeiramente, uma viagem de linguagem e interação. De trocas, de partilha, de experiência emocional, acadêmica e intimamente pessoal.

É impar a oportunidade de interagir com os autores dos livros que uso e discutir com eles os rumos da minha pesquisa, vê-los apresentar os seus trabalhos e problematizar as próprias práticas. Palestras e conferências ampliaram os meus horizontes acadêmicos e me mostraram que sei mais do que pensava e menos do que preciso. Preciso estudar mais, aprender mais, ler mais, conhecer mais. Mais! É isso que eu quero!

As cidades que visitei foram um verdadeiro presente. Verdadeiras paisagens para se registrar e serem registradas, quadros que emolduraram o meu rosto de felicidade. O charme da cidade de Garibaldi, a receptividade de São Leopoldo, o comércio de Novo Hamburgo e a avassaladoramente encantadora cidade de Gramado estão registradas nas imagens do meu computador e da minha mente.

Contudo, a perfeição dessa viagem não esteve nem com a organização do evento nem na beleza e peculiaridade das cidades. A viagem foi significativamente perfeita devido as pessoas maravilhosas que dividiram e compartilharam comigo cada momento. Nenhum daqueles autores ou conferencistas puderam (nem saberiam) me ensinar mais do que “essas meninas”.

Ensinar como ser melhor do que um dia eu já pensei ser, em como ser melhor pra mim e para outros. Me ensinaram, em linguagem e interação, o que significa generosidade, coragem e partilha. Elas mereciam ser vistas e ouvidas para que outros pudessem saber o quanto melhor cada um de nós pode ser. Eu tinha no meu coração que seria uma viagem divina. O que não imaginava é que Deus iria me mandar anjos... Anjos sem asas, mas capazes de me fazer voar. Obrigada essas meninas. Muito obrigada.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Inconscientemente rápida

Não me tente. Não provoque. Você não é tão seguro assim.
Quando quero, adoro provocação e provoco...
Você não está tão longe quanto pensa, embora não esteja tão perto.
Mas na distância suficiente pra me acalmar e tocar.
Pode fazer o caminho.
Você pode me alcançar.
É que eu sou inconscientemente rápida, teria que ser hábil o bastante, mas parece que você não é...
Mas se tentar estender o braço, talvez me alcance.
Inconscientemente rápida, pode ser que não consiga.
Se se convencer primeiro, tudo fica mais fácil. Você me alcança.
E se eu me convencer antes, você estará perdido.
Inconscientemente rápida, vou alcançar você.
E o tal caminho vai ter que fazer comigo.
Não provoque.
Eu sou inconscientemente rápida, posso aceitar a provocação.
E posso pisar as flores que deixei pelo caminho.
As novas flores que plantei e as sementes que não ainda não floriram.
Nessa distância elas permanecem perfumadas.
Não quero pisar nas flores nem que você se perca no caminho.
Rapidamente inconsciente, queria ver se de perto elas perfumam mais.
É que eu sou inconscientemente rápida...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Outra e eu mesma

Volto outra sendo eu mesma, sem ser igual mas não diferente.
Volto para casa com mais...
Com mais bagagem e mais desejo, mais paisagem, poesia e medo.
Com um pouco mais de coragem, também.
Com mais saber.
Sabendo mais que preciso saber mais.
Volto com mais vontade e mais querer.
Querer mais...
Mais caminhos, mais chegadas, mais pessoas.
Pessoas mais e as mesmas pessoas.
Quero mais chocolate, café e cerveja.
Mais vinho e sobremesa.
Mais frio, mais calor, mais amigos, mais sorrisos e amor.
Mas sempre voltar ao começo, sendo outra e eu mesma.
Num novo começo, pra começar de novo e mais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Quero ser, ser amigo

Quero ser apoio e ânimo ainda que eu seja pedaços.
Ser ombro e amparo ainda que em lágrimas.
Ser sorriso ainda que na dor.
Quero estar na porta, mesmo que ela esteja fechada.
E te aguardar numa pequena fresta, iluminada.
Ser a ideia que falta, a palavra que sobra.
Oferecer um pouco mais que gestos.
Doar sentimentos.
E na total insanidade, enlouquecer junto.
Junto...
Sim! Eu quero juntar!
Juntar todos os seus pedaços e reconstruir você de novo.
Do jeito que você preferir, mas da maneira que eu achar que você merece.
Porque eu sempre vou achar melhor do que você...
Achar mais beleza, mais alegria e mais verdade.
Em você, achar mais encanto, ternura e bondade do que seus olhos vêem.
Porque, mesmo com excelente visão, você teima em se enxergar mal.
Que descuido e mal trato!
Que pecado!
Deus, o artista maior, não te pintou sem cor, assim.
Faça uso de todas as cores que Ele te deu.
E me use! Sim, me use, por favor.
Quero ser assistente d'Ele.
Quero ser seu amigo.
Ser amigo.

sábado, 29 de maio de 2010

Um sorriso só pra mim

Quero comprar um sorriso!
Na realidade o que eu queria era ganhar esse sorriso! Até porque, de repente, o preço é alto demais e eu não sou do tipo que faz investimento de alto risco. Mas quanto valeria aquele sorriso... só pra mim? Dá até vontade de arriscar...
Ah! É lindo de ver. Tem luz e cor. Combina malícia com tons angelicais. Aroma suave de alvorada. Deve ser um sorriso completo! Mas não deu pra provar... Só pra ver e sentir. Então não sei o sabor, mas pelo aroma, imagino algo doce e suave.
Se for pra comprar, o tempo é um bom negociador, ele colabora pra que se possa conhecer o objeto de consumo, avaliar a relação custo-benefício, inclusive pode até favorecer a desvalorização do produto, tornando este, digamos, mais acessível.
O fato é que eu não sou boa de investir... E, na realidade, certas coisas são melhores quando se ganha! Não se tem o que reclamar do que se ganha. Nem o ganhador, nem o doador, nem a concorrência. Ora! Você ganhou! Dado não é roubado.
Bom, foi apenas um desejo: um sorriso só meu! Só que não sei quanto custa, pior, nem se está à venda. Não sei  nem se teria coragem de pagar. Mas vamos combinar, não custava saber o preço.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ainda sobre as afasias...

Este link leva a um vídeo de uma pessoa afásica.
Como já mencionei, existem vários tipos de afasia, esse é um tipo de comprometimento.

http://www.metacafe.com/watch/1868401/afasia/


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Manuscritos

Parece que sempre tentei traduzir sentimentos em palavras. Há alguns anos tentei fazer um diário, tratava-se mais de um caderno de desabafo do que um registro do dia. Enfim, achei coisas que ainda me parecem interessantes e que me remetem a um tempo de conflitos internos, descobertas e anseios. 
E percebo que esse "tempo" não passou porque é um estado. Conflitos internos, descobertas e anseios é um estado constante de quem espera acordar um pouco melhor do que conseguiu ser ontem.
Mas como eu falei, são tentativas, tanto a tradução quanto a melhora. Saí de casa é uma tentativa, a de chegar a algum lugar. É o que fazemos todos os dias, tentar! Tentar melhorar no emprego, tentar estudar mais, tentar ser mais honesto ou tentar se dar bem de qualquer jeito. Tentar ser mais feliz ou ser feliz umpouco, ou uma vez feliz. Tentar conquistar alguém ou alguma coisa. São tentativas... 




31/01/2003 - 22:37
"Não acredito em destino (nessa coisa de estava escrito), mas acredito que existem coisas em nossas vidas que precisam acontecer. É como se fosse um nó, uma porta. Um ponto que vai nos permitir escoleher, que nos dá a chance de mudar ou não o rumo de nossas vidas. Eu não sei exatamente como explicar, mas garanto que ocorre com todas as pessoas. É exatamente o momento em que você, mesmo sem perceber, pode ser uma nova pessoa ou pode dar um novo sentido para sua vida. Só que nem sempre a gente acerta na escolha, nem sempre a gente quer desatar o nó..."




E nas palavras de Charles Bukowski:

Se vai tentar 
siga em frente.

Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...

A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Afasia. Calma, por favor, eu explico! ;)

Esse blog não tem a intenção de ser um espaço para discussões científicas mas de pretende ser um espaço para compartilhar parte de mim. E porque metade de mim é a lembrança do que fui [e] a outra metade eu não sei não posso deixar de registrar a minha parte que é acadêmica.
Já há alguns anos, venho me dedicando ao estudo da afasia e “obrigo” todos os meus queridos amigos a me acompanharem nesse processo. Tadinhos... (rsrs) Mas o que diabos é afasia, não é? Vou tentar respondê-los e justificar a minha dedicação a isso, ok? E como sempre, conto com a compreensão de todos.

A afasia é uma patologia capaz de emudecer os sentimentos e os desejos ao calar a palavra. Seu principal sintoma é a dificuldade na comunicação, comprometendo significativamente a interação social, gerando sofrimento. Indivíduos que perderam a capacidade de se comunicar, por exemplo, integram um “mundo à parte”, onde a palavra que se tem é calada pelos sintomas de uma patologia.
Há vários “tipos” de afasia. Há casos mais leves e outros altamente comprometedores, levando a pessoa à total falta de comunicação. Em alguns casos, a fala dessa pessoa parece a de alguém que desaprendeu a falar, como se fosse um estrangeiro tentando lembrar as palavras de uma língua que ele conhece mal. Em outros casos, assemelha-se com uma fala de pessoa perturbada mentalmente.
Não há nenhuma alteração motora. O problema é de ordem neurológica. Como se o trajeto neurológico que leva a informação que ouvimos até ao cérebro para que possamos interpretar e o que permite que selecionemos o quê e como falar estivesse danificado. Todos os órgãos que envolvem a produção da fala estão íntegros nesses pacientes. Anatômica e fisiologicamente nada os impede de falar. Assim, o que se vê nesses pacientes é um conflito entre o “dever fazer” e o “poder fazer” o que leva muitos sujeitos a uma experiência de isolamento por se reconhecer um indivíduo desacreditado.

Seus sentimentos mais profundos sobre o que ele é podem confundir a sua sensação de ser uma “pessoa normal”, um ser humano como qualquer outro, uma criatura, portanto, que merece um destino agradável e uma oportunidade legítima (GOFFMAN, 1988, p. 16).

A afasia é decorrente de lesão cerebral. Contudo, nem toda lesão no cérebro leva à afasia, mas todo quadro de afasia prescinde dano no cérebro. É decorrente principalmente de acidente vascular cerebral (chamado AVC ou derrame), mas também acontece devido a tumores, doenças infecciosas (como a meningite), doenças degenerativas (como a esclerose múltipla ou as demências), acidentes com traumatismo cranioencefálico, tensão metabólica (intoxicações), epilepsia.

A Fonoaudiologia nasceu com uma concepção de distúrbios da linguagem carregada de preconceito e discriminação fomentada pela política vigente, a qual, com vistas à normatização da língua, denominou distúrbio o que se afastasse do padrão (BERBERIAN, 1995). Nessa perspectiva, destinou-se a reabilitação aos desviantes e desacreditados. O fazer fonoaudiológico supervalorizou a identificação de sinais e sintomas e a descrição de aspectos anátomo-fisiológicos dos distúrbios (SOUZA, 1987) e, ao invés de re-socializar os indivíduos, colaborou para com sua segregação. Além disso, os profissionais reduzem a identidade sócio-histórica do sujeito ao termo “afásico”, com terapias descontextualizadas resultantes de uma concepção de linguagem estruturalista. São atividades que valorizam a repetição, nomeação, sequenciamento de palavras. E para mim, isso não constitui linguagem.

Bakhtin (2003) apresenta a linguagem como um processo interativo em que fala e escrita, na práxis social, compõem uma manifestação comunicativa em que emergem a multiplicidade, a diversidade, a polifonia, o dialogismo. Essa interação social pela linguagem acontece através dos gêneros textuais, que representam um agir semiótico com funções e lugares sociais específicos e recorrentes (BAZERMAN, 2006; MILLER, 2009).
É nessa perspectiva de (re)socialização com a linguagem em uso que defendo a prática terapêutica na afasia e que venho constituindo meus estudos e pesquisas.

Parte desse texto retirei de um artigo científico que venho escrevendo, por isso as citações.
Espero que me amem mais depois disso (rsrsrs).

A Voz (Vander Lee)

Saiam luas, desçam rios
Virem páginas dos pensamentos
Lanço estrelas do meu canto
Sobre as camas dos apartamentos
Virem mares todos os sertões
Que choram pedras aqui
Dentro
Pra esse fogo que queima tão lento
Vento, vento, vento
Aos cantores nos televisores
Flores, flores, flores
Para o povo la em bocaiúva
Chuva, chuva, chuva, chuva,chuva

Bate tambor de criôla
Sangra o dedo no tambor
Que as crianças ainda cantam
Numa orquestra de cavacos
E os velhos ainda choram seus bordões
Que palavras sejam gestos
Gestos sejam pensamentos
Da voz que move nossos corações.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mais uma vez

Engraçado... De repente (não tão de repente) queria experimentar a sensação de estar apaixonada.
Um sorriso e cenas de um filme, foi tudo o que eu tive hoje pra querer, mais uma vez, me sentir assim. As pessoas têm medo disso... Medo de não estarem caminhando na mesma direção. E realmente isso não é legal, não é mesmo! Mas, o frio na barriga porque talvez possa encontrar quem você quer que lhe encontre; a expectativa pra confirmar a sua produção do dia se ele te olhar por mais de cinco segundos enquanto você caminha; a preocupação em como dizer "sem dizer" o que você quer ouvir; a edição e a reedição do encontro que não aconteceu; enfim, essas coisas não se vive em outro estado senão na de um ser apaixonado. E são os detalhes que se leva depois que tudo acaba. Ainda não esqueci que é horrível não ser correspondida mas lembro que é muito bom estar apaixonada e que tudo passa. Inclusive amor não correspondido! ;)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pergunto


Me diz o que é que eu faço com o que ouço e com o que penso, com o que sinto e experimento?
O que falar pra quem não pode ouvir ou mostrar pra quem não pode ver?
Por que ir se não posso ficar, ou sonhar se não vai realizar?
Pra quem anda em círculos, onde se pode chegar?
Conquistado, dado, trocado ou alugado?
Neste lugar que estou, eu posso ficar?
O que falo é sincero, mas o que sinto é incerto.
Indefinido ou concreto, o que me é permitido sentir tem perímetro.
Linha, fronteira, contorno, demarcação.
Tem direção e sentido, não posso aventurar a contramão.
E o que eu posso fazer eu já faço!
Ouço, penso, sinto e experimento.
Não sei pra onde estou indo nem a que estrada vai levar.
Mas uma coisa é certa: parada eu vou ficar.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O bem que quero


Fiquei bem satisfeita com o resultado de ontem. Mas hoje teve um sabor especial. Progresso no trabalho? Não, nenhum! Progresso na vida!
Progresso na minha vida na tarefa de estender a mão. Não sou a melhor pessoa do mundo e me vejo nas palavras de Paulo apóstolo "não faço o bem que quero e o mal que não quero". Mas nem sempre é assim... O caminho que me levou às palavras de Paulo é doce, suave e seguro. É o caminho que leva ao Consolador, ao amado de minha alma, ao misericordioso Jesus. Sou feliz quando posso ser seta, quando consigo acender uma luz pra quem anda no escuro. Acho que fiz isso hoje! E não atribuo a mim nenhum mérito nisso, o muito que possa fazer, para mim, é cumprir o meu dever. Não tenho como retribuir a Deus a abundância que dele recebo, assim só posso fazê-lo àquele que é sua imagem e semelhança. Tenho tentado melhorar nessa tarefa, um dia eu a concluo!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ufff

Cansada! Exausta! Acabada!
Minha cabeça está bombando...
Mas feliz!
Corri milhões e estou satisfeita com isso. Terminar as minhas pendências no trabalho vai ser importante pra eu continuar a dar passos para um lugar desconhecido mas desejado. Preciso estar inteira em um só lugar... Isso tem me consumido faz tanto tempo. Adoro o que eu faço e as pessoas que estão comigo nisso. Entretanto, quero diferente disso seguir os caminhos que têm me sido concedidos. Tenho livros pra ler, artigos pra publicar, pesquisas a fazer!!! Tenho tudo isso e QUERO tudo isso! Só quero está em tudo isso. Quero dominar e dar vida as minhas palavras, para mim e para os outros.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Cores



As cores às vezes somem. Não se apagam, apenas parece que está meio sombrio.
Fica difícil seguir.
Meio sem graça.
Comparo-me a alguém que luta para não afogar-se. Imagino o esforço para se chegar ao alto e tomar fôlego o suficiente para continuar até o socorro chegar.
Só queria que alguém me tirasse desse lugar...
Queria ser outro, sendo eu mesma...
Sinto-me só. Sob vozes e olhares.
Minhas vozes e meu próprio olhar parecem os mais pesados.
E eu procuro as cores...
Medo, angústia, insegurança...
Procuro cores...
Dúvida, ansiedade, desânimo...
Quero cores!
Sinto-me só. Mas não estou! Eu nunca estou só!
Quando eu já não posso ver e qualquer sentimento umedece os olhos, a infinita misericórdia me socorre! Recebo ajuda e me mantenho sob as águas. Sempre há uma mão que me ajuda a descobrir como saí de onde estou.
Palavras me guiam! Palavras doadas, carregadas de generosidade, carinho e escuta. Palavras que recordam o caminho, a verdade e a vida.
Vida! Vida que quer saber o caminho da verdade. Já sabendo o que é a verdade. Contudo, como fazer o caminho? Não sei qual o melhor caminho, mas é preciso seguir por ele...
E essas palavras me ajudam. Elas iluminam o caminho quando fica meio escuro.
E eu, abençoada que sou, recebo luzes que me salvam do escuro.
Mais! Tenho aprendido algumas coisas, coisas que preciso lembrar mais vezes: que fé acende luzes, que eu nunca estou só e que as cores sempre voltam.