Quanto tempo dura uma esperança? Espero que dure mais que uma centelha de fogo ou um suspiro. Dure mais que uma noite e um pôr de sol. Que dure mais que a dor e o sofrimento, mais que a injustiça e a solidão. A esperança tem que durar quantos dias forem necessários para que o milagre aconteça. Ela precisa trazer força, alimentar a coragem, manter acesa a chama da fé. As montanhas são grandes... E se a fé não for suficiente para movê-las, precisa ajudar a ultrapassá-las. Há quem acredite Como o rio que chega ao limite de suas margens e transborda o seu excesso sem se esvaziar ou como nuvem que deposita sobre a terra o seu peso, sem culpa de favorecer a colheita ou o transtorno, também quero transbordar. Transbordar suavemente, em parte ou no todo, transbordar em palavras.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Eu acredito em milagres
Quanto tempo dura uma esperança? Espero que dure mais que uma centelha de fogo ou um suspiro. Dure mais que uma noite e um pôr de sol. Que dure mais que a dor e o sofrimento, mais que a injustiça e a solidão. A esperança tem que durar quantos dias forem necessários para que o milagre aconteça. Ela precisa trazer força, alimentar a coragem, manter acesa a chama da fé. As montanhas são grandes... E se a fé não for suficiente para movê-las, precisa ajudar a ultrapassá-las. Há quem acredite terça-feira, 7 de setembro de 2010
Se existisse "nós"...
Eu tive um sonho... E você estava lá! E eu sabia exatamente quem éramos nós, o que queríamos e pensávamos. Eu via, tão claro como o sol, o seu sorriso e os seus olhos endereçados para mim. Senti seu cheiro, sua temperatura, e eu cabia tão perfeitamente nos seus braços que pareciam sob medida para me conter.
Eu estava lá! Como nunca estivera em lugar nenhum. Daquele lugar eu não queria mais voltar e eu tinha certeza disso, as batidas do meu coração diziam “para sempre, para sempre, para sempre” e eu acreditava nele. Você me via da maneira que eu desejava ser vista.
Então eu despertei, ainda sentido seu cheiro e calor, mas despertei! E lembrei que lá eu sabia exatamente quem éramos nós, mas aqui, aqui nesse lugar sem nuvens onde não existe “nós”, eu sei quase nada de você. E esse quase só me projeta para o que eu queria que você fosse, se existisse nós. Mas não existe nós! Nem mesmo o tu e nem o eu porque, tão logo, seremos aquele e aquela que se misturam com outros eles e elas que se foram. Lá eu sabia exatamente quem éramos nós, aqui fica apenas a ideia de quem você podia ser porque eu não sei quem você é mas que adoraria descobrir.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Dá um abraço?
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"
Pequenos objetos podem mover grandes coisas. Imagina se coisa grandes - como os homens - resolvessem mover coisas pequenas - como ódio, inveja e egoísmo...
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Amor, só, é pouco...
Aquele dito "quem procura, acha" é correto. Contudo, ninguém nunca falou o que acha. É incrível como eu acho milhões de coisas porém, nenhuma, é o que eu desejava. Mas "tudo vale a pena quando a alma não é pequena" e valeu! Achei um texto belíssimo que vale a pena compartilhar, pode até ser meio batido, mas não diminui a relevância da "moral da história".
Às amigas queridas (algumas em potencial), ofereço a vocês.
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí??
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência.
Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, “solamente”, não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
Às amigas queridas (algumas em potencial), ofereço a vocês.
Texto de “ARTUR DA TÁVOLA”
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar…
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar.
Aos que pensam em voltar…
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência.
Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, “solamente”, não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Onde Deus possa me ouvir - Vander Lee
Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.
Adeus...
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Se eu me esquecer de Ti, que Vós não me esqueçais
Queira Deus que eu nunca me esqueça Dele mesmo.
Porque se eu me esqueço de Ti, ó senhor, já não existirei. Quem será eu sem Vós? Se eu só existo porque habitas em mim.
Se eu me esqueço de Ti, ó santíssimo, não saberei mais quem sou ou quem fui e, seguramente, nada poderei ser. Quem pode ser futuro se não construir um segundo de vida convosco?
Se eu me esqueço de Ti, ó bendito, não me encontrarei. Estarei como estrangeiro sem visão, caminhando sem saber por onde, ouvindo sem saber o quê.
Se eu me esqueço de Ti, ó consolador, não mais me levantarei quando cair e sofrerei dores que não saram.
Se eu me esquecer de Ti, ó pai, vagarei sem sentido e sem confiança em mim, na vida e nos outros, mas ainda não estarei sem saída, Tu cuidas de mim pela tua infinita bondade e misericórdia.
Mas se tu esqueceres de mim, se tu não mais me lembrares, se desistires de mim, ó amado de minh'alma, que farei eu? Que restará para mim?
Que eu não presencie este dia... Longe disso, que eu aprenda, dia após dia, mais e mais, a me aproximar de Vós, a me abandonar em vossos braços, a ouvir-Te e seguir-Te de modo que Vós nunca me esqueças.
Porque se eu me esqueço de Ti, ó senhor, já não existirei. Quem será eu sem Vós? Se eu só existo porque habitas em mim.Se eu me esqueço de Ti, ó santíssimo, não saberei mais quem sou ou quem fui e, seguramente, nada poderei ser. Quem pode ser futuro se não construir um segundo de vida convosco?
Se eu me esqueço de Ti, ó bendito, não me encontrarei. Estarei como estrangeiro sem visão, caminhando sem saber por onde, ouvindo sem saber o quê.
Se eu me esqueço de Ti, ó consolador, não mais me levantarei quando cair e sofrerei dores que não saram.
Se eu me esquecer de Ti, ó pai, vagarei sem sentido e sem confiança em mim, na vida e nos outros, mas ainda não estarei sem saída, Tu cuidas de mim pela tua infinita bondade e misericórdia.
Mas se tu esqueceres de mim, se tu não mais me lembrares, se desistires de mim, ó amado de minh'alma, que farei eu? Que restará para mim?
Que eu não presencie este dia... Longe disso, que eu aprenda, dia após dia, mais e mais, a me aproximar de Vós, a me abandonar em vossos braços, a ouvir-Te e seguir-Te de modo que Vós nunca me esqueças.
domingo, 11 de julho de 2010
Hora de começar!
Está tudo emboloado, tudo complicado. Quando penso que está tudo melhorando parece que piora. E piora. Ainda bem que, ainda, não cansei, que não esgotei meu desejo de mudança. Mudança! É isso! Quero entrar nesse processo, nessa atividade que não finda, mas que precisa começar. Preciso fazer ajustes! Ajuste nos ponteiros do tempo e de medidas também. Aqueles planos que toda mulher faz no último dia do ano e que pretende colocar em prática na primeira segunda-feira do novo ano.Então! Preciso executar a minha lista. Dá início a uma faxina geral. O "meu" ano precisa começar porque deliberei que este seria meu! Mas me sinto responsável por tantas coisas que não são minhas responsabilidades que não consigo dar conta daquelas que são as minhas, realmente. E o que fazer? Como atuar em dois (ou três!) palcos simultaneamente? Como ser todas sendo só uma? Estou ficando sem tempo pra ser minha. Pra servir a mim mesma e atender as minhas necessidades.
Será que vou ter que praticar o egoísmo? Parece-me que é um pouco disso que estou precisando mas isso me choca. Não tenho habilidade pra exigir dos outros a compreensão solene para que eu seja o centro do mundo. Contudo, de alguma maneira, mas pouco feliz e nada confortável, estou precisando ser esquecida ou pouco lembrada. Isso não me agrada, preciso de alternativas...
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