quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O bem que quero


Fiquei bem satisfeita com o resultado de ontem. Mas hoje teve um sabor especial. Progresso no trabalho? Não, nenhum! Progresso na vida!
Progresso na minha vida na tarefa de estender a mão. Não sou a melhor pessoa do mundo e me vejo nas palavras de Paulo apóstolo "não faço o bem que quero e o mal que não quero". Mas nem sempre é assim... O caminho que me levou às palavras de Paulo é doce, suave e seguro. É o caminho que leva ao Consolador, ao amado de minha alma, ao misericordioso Jesus. Sou feliz quando posso ser seta, quando consigo acender uma luz pra quem anda no escuro. Acho que fiz isso hoje! E não atribuo a mim nenhum mérito nisso, o muito que possa fazer, para mim, é cumprir o meu dever. Não tenho como retribuir a Deus a abundância que dele recebo, assim só posso fazê-lo àquele que é sua imagem e semelhança. Tenho tentado melhorar nessa tarefa, um dia eu a concluo!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ufff

Cansada! Exausta! Acabada!
Minha cabeça está bombando...
Mas feliz!
Corri milhões e estou satisfeita com isso. Terminar as minhas pendências no trabalho vai ser importante pra eu continuar a dar passos para um lugar desconhecido mas desejado. Preciso estar inteira em um só lugar... Isso tem me consumido faz tanto tempo. Adoro o que eu faço e as pessoas que estão comigo nisso. Entretanto, quero diferente disso seguir os caminhos que têm me sido concedidos. Tenho livros pra ler, artigos pra publicar, pesquisas a fazer!!! Tenho tudo isso e QUERO tudo isso! Só quero está em tudo isso. Quero dominar e dar vida as minhas palavras, para mim e para os outros.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Cores



As cores às vezes somem. Não se apagam, apenas parece que está meio sombrio.
Fica difícil seguir.
Meio sem graça.
Comparo-me a alguém que luta para não afogar-se. Imagino o esforço para se chegar ao alto e tomar fôlego o suficiente para continuar até o socorro chegar.
Só queria que alguém me tirasse desse lugar...
Queria ser outro, sendo eu mesma...
Sinto-me só. Sob vozes e olhares.
Minhas vozes e meu próprio olhar parecem os mais pesados.
E eu procuro as cores...
Medo, angústia, insegurança...
Procuro cores...
Dúvida, ansiedade, desânimo...
Quero cores!
Sinto-me só. Mas não estou! Eu nunca estou só!
Quando eu já não posso ver e qualquer sentimento umedece os olhos, a infinita misericórdia me socorre! Recebo ajuda e me mantenho sob as águas. Sempre há uma mão que me ajuda a descobrir como saí de onde estou.
Palavras me guiam! Palavras doadas, carregadas de generosidade, carinho e escuta. Palavras que recordam o caminho, a verdade e a vida.
Vida! Vida que quer saber o caminho da verdade. Já sabendo o que é a verdade. Contudo, como fazer o caminho? Não sei qual o melhor caminho, mas é preciso seguir por ele...
E essas palavras me ajudam. Elas iluminam o caminho quando fica meio escuro.
E eu, abençoada que sou, recebo luzes que me salvam do escuro.
Mais! Tenho aprendido algumas coisas, coisas que preciso lembrar mais vezes: que fé acende luzes, que eu nunca estou só e que as cores sempre voltam.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Palavras em momentos

Corro tanto e, de tanto correr, não chego a lugar algum. Passo direto!

Estou sempre tão atrasada que não dá tempo de conhecer os lugares que vou, os lugares que me levam. Eu não fico, nem levo, apenas passo.

Às vezes passo tão depressa que não consigo deixar nem as marcas dos meus pés, quanto mais deixar palavras. E ficar pra sempre...

As palavras quando ficam, são pra sempre. E carregam cor, aroma e som daquele que as fixou.

Mas eu nunca chego na hora – na hora de deixar palavras para sempre – e quando a hora chega (atrasada), já não é mais momento. As palavras até acontecem, podem até ficar, mas perdem a força de tornar a hora momento. O momento ficou congelado lá trás, perdido no tempo que não volta, que não se deixa voltar.

O tempo é outro amigo inconveniente! Impregnado de costumes, de moral, de regras, de coisas já determinadas. Ouse mudá-lo e se torne tão inconveniente quanto ele. O tempo é poderoso, é difícil alterá-lo... Ele é quem muda as coisas e as transforma; e pior (ou melhor, depende do que se sente) é capaz de mudar as palavras. Pode até enfraquecer as que se fixaram na lembrança.

E a lembrança... não acho que ela seja má! Às vezes, incomoda, eu sei... Mas é que ela só não quer que se perca o que um dia foi bom e que alimentou, de tantas cores, a imaginação.

E essa é a melhor de todas! É silenciosa. Nela cabem todas as palavras. Nela nem o tempo tem poder.